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O desgoverno da educação:

Inexiste revolução cultural, social, ou tecnológica que não tenha se fundado adequadamente na educação! O problema brasileiro esta firmado em um “DesGoverno” crônico.
Observe: Cada governo que entra tem um coelhinho na cartola que vai compassar a educação no Estado de origem, ou até mesmo em todo o Brasil, e as siglas vão aumentando: PCN(nacional), CBC(Mineiro), CIACs, CIEPs e tantos outros que qualquer um pode se lembrar. Programas que pegaram a educação nacional e a levaram do nada ao lugar algum.
Tem-se a seguinte situação: A educação quando privada, foca no sucesso do aluno, de alguma forma, quer seja no campo de formação profissional, ou no campo do acesso ao ensino superior público, para isto as condições, os projetos e os profissionais são pensados e repensados, para que o nome seja elevado e o lucro seja conseguido, o que em suma não constitui nenhum pecado, como muitos afirmam por aí, enquanto isto o ensino publico arrebanha a maior fatia de alunos e não lhes dá muitas perspectivas.
Os alunos de escolas públicas ressalvados alguns casos que estão em áreas centrais(vitrines de sistema), ou em áreas mais abastadas, estão em situação de risco, vivem nas periferias onde efeitos de crises econômicas chegam primeiro(com desemprego, ou falta de oportunidade) e assédios do tráfico de entorpecentes são constantes a serem superadas.
Junte a toda esta problemada professores mal formados, inconformados pelo salário, sem perspectivas de melhora; tem-se a fórmula de um barril de pólvora que estoura a todo momento.
As capacitações governamentais são institucionais, ou seja, espelham na maioria dos casos o que o governo deseja ou não do profissional, diferentemente do que deveria acontecer, pois elas deveriam espelhar atualizações no conhecimento a ser transmitido em sala de aula. Lembre-se que é mais fácil abrir hoje uma graduação de licenciatura do que qualquer outro tipo de curso universitário, mas na verdade poucos querem e tem estrutura para serem professores. O professor tem jornada dupla, ou muitas vezes tripla, fica estropiado e pouco tem acesso a documentários ou qualquer tipo de atualização informal, a falta de motivação o leva a repudiar em momentos de folga qualquer tipo de atividade que o lembre trabalho. As avaliações de desempenho parecem mais avacalhações ao desempenho, onde a argumentação é muitas vezes punitiva; os prêmios de produtividade são uma falácia, pois são obtidos através de resultados captados no todo, pouco levando em consideração a realidade de cada unidade de ensino, salário não estimula produtividade, mas desestimula profissional, quando é baixo e injusto!
Assim centrifuga-se todos os estabelecimentos e profissionais, sem levar-se em consideração elementos básicos, tais como: Falta de condições de trabalho(em muitas escolas falta Internet, laboratórios, bibliotecas adequadas), excesso de violência no entorno, pobreza extrema. Na verdade é necessário um BASTA! E passar-se a educação a limpo em todo o pais, ter-se realmente uma política nacional de educação que dê condição a todo brasileiro de ter consigo as rédeas de seu destino.
Pensar-se nas realidades dos alunos dando-lhes perspectivas, aparelhar-se todas as escolas(não somente algumas), primordialmente as de áreas mais carentes, formar e manter os profissionais da educação; isto sim é revolucionar o ensino brasileiro, o resto é pizza de chuchu.

Neusival Antonio Spagnol Junior

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Respostas a este tópico

sinceramente...acho que a pizza e o chuchu deve fazer melhor para a saúde que ser professor...no estado...pois não é direcionado à todas as escolas pois tem Diretores e Diretores....e tem contratados que são tratados com dignidade. O resto...é melhor lembrar do prazer da pizza...rrss

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