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Não voto Deputado Pedagio

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Não voto Deputado Pedagio

Grupo de quem não vota em político que fica com 15% de tudo! Vamos aplicar mais 15% em saúde, educação e inclusão social

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Iniciado por Amadeu Pinheiro Neto 3 Mar, 2010.

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Comentário de Antonio Donizete Castro em 6 maio 2011 às 21:27
É PRECISO PROCLAMAR OS DIREITOS CONSTITUCIONAIS Á SAÚDE EDUCAÇÃO,  TRANSPORTE E DESQUALIFICAR ESTES SALVADORES DA PÁTRIA FAJUTOS.
Comentário de Nick em 15 fevereiro 2010 às 9:21
O Deputado do pedágio subverte a lógica democrática.
Aprendi na faculdade que os representantes do poder legislativao, em quaisquer de suas três esferas, representam a vontade popular no exercício do poder, inclusive diante do poder executivo.
Já este senhor faz o contrário: representa o interesse do poder diante da vontade popular, iludindo-o com sua lábia fenomenal, com conversas do tipo "estive com o governador", "recebi a promessa do governador", "o governador me disse"...
Vocês viram o outdoor do novo(??) hospital? quanto já se gastou com propaganda? E a obra quando começa? Será que começa?
Alguém acredita que existe algum esforçao para reslover a questão do ped´gio de São Sebastião? Se o deputado é tão influente, porque não convenceu o o"Governador dos Mineiros" de que aquela praça não atendia ao interesse do povo? Ou será que ele ajudou escolher uma praça que rendesse mais a empresa queridinha do governador?
Comentário de Mateus Pateta Gonlavec em 27 dezembro 2009 às 10:25
fala do dep do pedágio" quem tem padrinho não morre pagão" quando se refere a verba de 150 mil para o termino da construção do centro da melhor idade, então se ele tem padrinho, por que ainda não pediu ao seu padrinho para resolver o prblema do pedágio da mg 050? por que os moradores perto de são sebastião ainda dependem de uma chave para entrar em casa? tá estranho isto.......
Comentário de Dulinho Neves em 18 outubro 2009 às 11:26
Chega de opressão precisamos nos mobilizar para que parem de achar que somos bobos e não estamos vendo o que eles estão fazendo.
Vamos ao encontro desses monstrons e lutaremops comos guerreiros para que possamos ter o direito de escolher o que é bom e o que é ruim para nós.
Essa semana fui a Treis Corações no Sul de Minas e paguei R$1,10 por cada pedagio,porém rodovia duplicada qualidade de pista e acessoria o tempo todo se eu tivesse ido a BH teria pago R$3,30 por pedagio por uma rodovia de mão dupla com pessima pista e ainda por cima sem acessoria pois aqui em Divinópolis que da socorro a vitima é o corpo de Bombeiros pois a concessionaria não possui ambulancias para que seje feito esse serviço tão primordial e importante para a MG050.Estamos pagando mais caro porque?
Comentário de Skymoon em 14 setembro 2009 às 18:55
PSDB/DEM: A DESGRAÇA DE SP

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Com um lindo litoral, magníficos trechos de Mata Atlântica, grandes rios encachoeirados, o estado de São Paulo tem uma beleza natural invejável. Além de terras férteis e produtivas, onde se plantando tudo dá.

As chuvas que caem no estado de São Paulo são sempre bem-vindas, no interior ajudam a agricultura e em Sampa ajudam a diminuir a poluição do ar. Sampa é privilegiada, possui um fantástico comércio que disponibiliza tudo o que você necessita, tudo que você deseja. De roupas chiques de grife ao intenso comércio popular, há bens para todos os gostos e todos os níveis de poder aquisitivo.

Os restaurantes de Sampa são uma beleza, oferecem comidas de todos o Brasil e do mundo inteiro, desde a tradicional comida mineira, e baiana à sofisticada cozinha francesa, a apimentada mexicana e a deliciosa excêntrica comida coreana. O que você desejar saborear em Sampa você encontra: a melhor feijoada, o melhor churrasco, a melhor comida vegetariana, a melhor pizza, até o melhor pastel de feira.

A cidade de Sampa tem o CEASA, central de abastecimento, uma cidade dentro da cidade de SP. Ali estão todas as frutas que você imaginar e até as que você desconhecia, nacionais e importadas. Verduras, legumes, grãos da melhor qualidade e em quantidade imensa. As flores mais lindas, exóticas e perfumadas, no CEASA você encontra. Não poderiam faltar os pescados: peixes, camarões, lagostas, ostras, de encher os olhos e aguçar o paladar.

É bonita e rica a cidade de São Paulo. E o estado parece um ótimo lugar para se viver. Mas infelizmente não é assim, porque estão sendo governados pelo que existe de pior na política brasileira, o PSDB/DEM.

- A educação pública em SP é um desastre, que inclui falta de professores, falta de merenda de qualidade, falta de creches, falta de escolas, escolas em péssimo estado, péssimos salários para os professores.

- A saúde pública também é péssima: filas nos postos de saúde, dificuldades para marcar consultas, quando se consegue a consulta é marcada para daí a 45/60 dias. É tamanha a demora no atendimento, que um simples exame de laboratório, um hemograma, leva 30 dias para ser entregue ao paciente; para se ter uma idéia, esse exame é feito nos laboratórios em menos de 1h. Faltam equipamentos para diagnósticos: RX, tomógrafos, mamógrafos, ultrasom, e os que existem quase sempre estão com defeito, quebrados. Faltam leitos e UTIs. Há hospitais públicos com alas, andares inteiros desativados por falta de funcionários, falta de móveis hospitalares. Faltam medicações nos hospitais, até medicações baratas e de uso corriqueiro, como analgésicos, antissépticos, fios para sutura, gazes. Faltam médicos especialistas, e há unidades até mesmo sem um médico clinico.

- O transporte em Sampa é péssimo: ônibus velhos, lotados, poucos ônibus nas linhas, muita gente nos pontos de ônibus esperando até mais de 40 minutos. O Metrô está sempre superlotado, quase diariamente pára com problemas por falta de manutenção. A cidade não suporta uma hora de chuva, alaga toda; o trânsito, que normalmente é um caos, piora muito nos dias de chuva. As ruas de Sampa estão todas esburacadas, os bueiros estão entupidos com lixo, o lixo acumula-se nas calçadas, nos terrenos baldios, nas praças. As ruas estão às escuras porque as lâmpadas queimadas não são trocadas. Os semáforos não são inteligentes nem sequenciais, estão velhos e sempre com defeitos.

- Em Sampa as pessoas pobres são tratadas como animais. Todos os anos milhares famílias perdem suas casas, despejadas por ações judiciais executadas pela PM, que usa violência, balas de borracha, cães ferozes, gás de efeito moral. Isso tudo sem que antes a prefeitura ou o estado tenham providenciado lugares para aonde as famílias devessem ser encaminhadas, com um mínimo de dignidade. Famílias inteiras, com crianças, mulheres e idosos, ficam nas ruas com seus pertences, sob o sol e a chuva.

- A segurança em Sampa está se deteriorando. Falta contingente, faltam veículos para atender ocorrências, centenas de viaturas estão paradas por falta de manutenção. Segundo me informou um oficial da PM, falta munição, faltam colete à prova de balas para os militares e para a polícia civil.

Os salários são os piores do Brasil, o que obriga os PM e policiais fazerem bicos para poder sustentar suas famílias.

Os assaltos, assassinatos, estupros, roubos a residências e roubos de carros só fazem aumentar em SP.

- Os presídios de São Paulo estão superlotados, o governo do PSDB não investe há anos no sistema carcerário. Isso acarreta motins, fugas de presos, ataques das facções criminosas, como o PCC. São Paulo não merece o castigo de continuar nas mãos irresponsáveis do PSDB/DEM.
Comentário de Skymoon em 14 setembro 2009 às 18:31
Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Andréa Neves ascende como guardiã da imagem do irmão


Uma menção aparentemente gratuita da Polícia Federal no inquérito sobre o mensalão mineiro jogou luz sobre uma das peças-chave do governo de Aécio Neves (PSDB). A referência traz à superfície a discreta jornalista e historiadora Andréa Neves da Cunha, 48 anos, irmã mais velha de Aécio, oficialmente chefe do serviço de assistência social do Estado e comandante de fato da área de comunicação da administração.


Conhecido por delegar funções, Aécio assenta seu governo em um tripé: a parte administrativa está sob o comando do vice-governador Antonio Junho Anastasia, a costura política local fica a cargo do secretário de Governo, Danilo de Castro. Imagem e estratégia estão com a irmã.


Na página 86 do inquérito, trata-se de Lidia Maria Alonso Lima, a beneficiária de um saque de R$ 15 mil de uma das contas controladas pelo publicitário, Marcos Valério de Souza. Como várias outras pessoas da lista, Lidia Maria disse à Polícia que recebeu os recursos a pedido de um candidato, no caso o pemedebista, já falecido, Eduardo Brandão. Em seguida, o relatório detalha: "Lídia Maria na época deste recebimento trabalhava na empresa Comercial Factoring Ltda, de propriedade de Andréa Neves da Cunha. Em outro depoimento, Lidia Maria relata ter feito parte dos quadros societários da empresa Taking Care, juntamente com Andréa Neves".


A menção a Andréa ocorre no momento em que a jornalista comanda a operação para minimizar os danos do noticiário do mensalão sobre seu irmão. Partiu da jornalista, isolada em seu gabinete no Serviço de Assistência do Estado (Servas) e em permanente contato com assessores do governo, a estratégia de aguardar uma semana de repercussão para que Aécio se pronunciasse publicamente.


Hábil em operações de blindagem e preservação de imagem, Andréa Neves só conversa sobre si com jornalistas amigos. Sua única atuação como profissional de imprensa foram algumas reportagens feitas para a revista "Pais e Filhos", nos anos 80. Ao vir para o primeiro plano, atribuiu à sua equipe a tarefa de detalhar sua situação empresarial. Assessores do governo mineiro esclarecem que Andréa foi dona da empresa de factoring entre 1993 a 1999, até a morte do marido e sócio Herval Braz, depois de um ano de luta contra o câncer. Tinha 50% do capital. Em 1996, montou com Herval, também jornalista e editor-chefe do jornal "Hoje em Dia", o segundo mais lido de Belo Horizonte, uma empresa de aluguel de carrinhos de bebê em shopping centers, com o nome em inglês. Ao ficar viúva, fechou a empresa de fomento mercantil e substituiu Herval pelo próprio Aécio, então deputado federal, como sócio da Taking Care.


Eleito governador em 2002, quatro anos depois do depósito de Marcos Valério para a funcionária de Andréia, Aécio saiu da sociedade e foi substituído, durante três anos, por Lidia Alonso. A Taking Care não é a única empresa da jornalista, cuja ascendência sobre o irmão é alvo de uma vasta mitologia em Minas Gerais. Andréa também está à frente da NC (Neves da Cunha) Participações, empresa que gere investimentos em comum dos irmãos (além do governador, há a irmã caçula, Ângela, dona de casa) e principal item patrimonial de Aécio em sua declaração de bens de 2006, quando o governador afirmou possuir cotas de capital no valor de R$ 193,4 mil.


Segundo a jornalista informou por meio da assessoria de imprensa do governo, a NC fora concebida para a administração de imóveis, mas hoje tem como única fonte de renda o aluguel de uma sala comercial na Avenida do Contorno, em Belo Horizonte. Andréa ainda é a responsável por duas emissoras de rádio FM, em Betim e São João del Rey, concessões dadas à família durante o governo Sarney.


Na campanha de 2006, em que Andréa atuou como uma das coordenadoras da reeleição do irmão, ela já havia sido o principal alvo da oposição. E como costuma acontecer na luta política do Estado, de forma indireta: seu nome constou como uma das operadoras no Estado do suposto caixa 2 descrito pela "Lista de Furnas", um documento cuja autenticidade está comprovada pela Polícia Federal, mas cujo conteúdo foi declarado falso pela CPI dos Correios. A lista foi colocada na Internet por militantes do PT mineiro. Andréa também ganhou ares de rainha cortadora de cabeças: circulou na Internet um vídeo onde seis jornalistas a responsabilizam diretamente pelas suas demissões, por terem feito reportagens que teriam desagradado o Palácio da Liberdade. A campanha de Aécio posteriormente conseguiu que dois dos jornalistas desmentissem a versão.


Adversários do PSDB e aliados são quase unânimes em afirmar - sempre sob reserva - que Andréa não cuida da captação de recursos e pagamento de fornecedores nas campanhas que se envolveu - todas as disputadas pelo irmão, desde a fracassada tentativa de se eleger prefeito de Belo Horizonte em 1992. Apesar da negativa do governo do Estado sobre a blindagem do governador, na primeira semana de repercussão do chamado "mensalão mineiro", o tema foi ignorado pelos jornais de Belo Horizonte.
Comentário de Sérgio Fernandes da Cunha em 14 setembro 2009 às 10:56
Essa postura de endeusar alguns e atacar outros, como se só "o nosso ídolo" fosse capaz, é o problema maior que enfrentamos na política, especialmente a brasileira. Tudo bem, que o Lula faz um bom governo, mas esta louvação à sua capacidade é exagerada. Há que se entender que existem erros e acertos, talvez ele, Lula, tenha mais acertos. Porém, o sectarismo de só ver um lado bom é prejudicial à democracia. Lula também erra, ele é humano. Porém, quero lembrar que, ao aceitar o convite e me inscrever neste grupo, pensei que estaria participando da discussão, bastante pertinente, proposta pela Marcela Prado, em relação à atuação dos deputados da nossa região, especialmente do divinopolitano que apóia e aprova o pedágio. Entendo que os últimos comentários estão fugindo do proposto.
Comentário de Skymoon em 13 setembro 2009 às 16:49
LULA, VOCÊ É O CARA

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Presidente Lula, você é o cara que honrou esta nação.
Você é o cara que devolveu a dignidade ao povo brasileiro.
Hoje temos orgulho de ser brasileiros.
Você é o cara que mostrou ao mundo que o Brasil é um país soberano, livre, e o mundo aprendeu a respeitar o Brasil.
Você é o cara que enfrentou a desigualdade social e conseguiu tirar mais de 11 milhões de famílias da pobreza extrema, façanha reconhecida em todo o mundo.
Você é o cara que livrou o Brasil do FMI, que colocou a economia nos trilhos, que enfrentou a maior crise econômica mundial em todos os tempos com sabedoria e sucesso.
Você é o cara que transformou a Petrobrás, com investimentos e projetos, em uma das maiores empresas do mundo.
Você é o cara responsável pela maior geração de empregos e renda que este país já conheceu.
Você é o cara responsável por programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros: PROUNI, Luz Para Todos, Minha Casa Minha Vida, Territórios da Cidadania, Pronasci, Bolsa Família e muitos outros.
Você é o cara que está transformando o Brasil num país de todos, num país muito melhor, admirado pelo mundo.
Você é o cara que com certeza vai fazer seu sucessor ou sucessora Presidente Lula, você é o cara.

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Comentário de Skymoon em 13 setembro 2009 às 16:42
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Comentário de Skymoon em 12 setembro 2009 às 16:50
10/09/2009

Mesmo na crise, pobres migram para classe média
Estudo da FGV aponta expansão da classe média

FolhaNews - VALOR

A crise econômica não interrompeu o processo de expansão da classe média brasileira, revela estudo feito pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE . A população economicamente ativa incluída na classe C (pessoas com renda domiciliar de R$ 1.115 a R$ 4.807) representava, em julho, 53,20% do total, crescimento de 2,5% sobre a proporção verificada em julho de 2008.

Ao mesmo tempo, a classe AB (renda superior a R$ 4.807) teve retração de 0,5%. Em julho, representava 14,97% da população, de acordo com os dados da FGV. A classe D (entre R$ 804 e R$ 1.115) diminuiu 4,1% em relação a julho do ano passado, significando 13,51% dos brasileiros. A classe E (renda inferior a R$ 804) apresentou recuo de 3,3% em um ano, passando a representar 18,32% da população.

“No período pré-crise, em cinco anos, houve crescimento de 35% da classe AB e de 23% da classe C. No pós-crise, a boa notícia é que houve algumas perdas iniciais já recuperadas. Hoje, a classe AB está 0,5% abaixo de um ano atrás, e a classe C está 2,5% acima. Ou seja, a crise não afetou o bolso do brasileiro comum”, afirmou o coordenador do estudo, Marcelo Neri.

Neri explicou que está havendo uma recomposição da classe AB, sem perdas significativas. Ele frisou que o aumento da classe C é resultado, basicamente, de pessoas oriundas das classe mais baixas (D e E). O economista acrescentou que as chamadas periferias mantiveram um bom ritmo de atividade econômica durante a crise, sendo menos afetadas que os grandes centros urbanos.

“A peça-chave contra a crise brasileira é a classe média, é o poder de compra construído nos últimos anos. Então, as periferias conseguiram aumentar suas rendas nos últimos anos, isso segurou a atividade econômica dessas áreas na crise. Esse mercado interno gera atividade, e atividade gera emprego e mercado interno”, comentou Neri.

Estadão

De acordo com pesquisador da FGV, com a crise, ficou mais difícil se manter nas classes A e B

Adriana Chiarini, RIO - O Estado SP

A crise no Brasil atingiu principalmente a população de maior renda, inclusive na capital de São Paulo. A virada econômica dificultou o acesso e a permanência nas classes econômicas mais altas, A e B. Porém, os mais pobres, das classes D e E, mantiveram a mobilidade em direção à classe, classificada como “média baixa”. Essas são algumas das conclusões de estudo do Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feito a partir da comparação de dados de julho deste ano com o mesmo mês de 2008.

O conjunto das classes A e B chegou a cair 0,5% entre julho do ano passado e julho deste ano, em contraste com o crescimento de 35,7% entre julho de 2003 e o mesmo mês do ano passado. Por outro lado, a classe C, cresceu 2,5% de julho do ano passado até julho de 2009, principalmente pela passagem de pessoas das classes mais baixas para a classe média. A classe C tinha crescido 23,1% entre os meses de julho de 2003 e 2008.

“É um empate e é um resultado muito bom para a época de crise, mas é uma parada súbita, já que a gente vinha melhorando a taxas altas. O copo está meio cheio e meio vazio”, disse o economista-chefe do CPS, Marcelo Neri. Ele observou que, entre 2003 e 2008, 27 milhões de pessoas - “meia França”, salientou - foram incorporadas ao conjunto de classes A, B e C e 24 milhões deixaram a pobreza.

Na capital de São Paulo, o conjunto das classes A, B e C caiu 0,68% entre julho de 2008 e julho de 2009. No entanto, na periferia paulista, houve um crescimento de 0,67% nesse grupo. Neri observou que, com exceção de Salvador, as periferias de maneira geral, reagiram melhor à crise do que as capitais nas seis principais regiões metropolitanas do País. Entre elas, São Paulo foi a única capital com queda no total das classes A, B e C.

Na avaliação de Neri, tanto a melhor performance das periferias quanto o pior desempenho de São Paulo podem estar relacionadas a que a indústria, principalmente a exportadora, e as instituições financeiras foram mais atingidas pela crise. Já as periferias teriam se beneficiado da renda da população mais pobre que continuou movimentando setores de comércio e serviços, segundo o especialista. “O mercado interno foi um verdadeiro Pelé contra a crise”, disse Neri.

A crise também parou a trajetória de queda do índice de Gini, que indica a desigualdade na economia quanto maior estiver, que subiu 0,30% em julho de 2009 em relação a igual mês de 2008. Foi a primeira alta na comparação de julho contra julho do ano anterior desde 2001, segundo Neri.

Ele comentou que a desigualdade esteve mais alta em janeiro deste ano e que o resultado de julho já representa melhora em relação àquele mês.

Também observou que a diferença entre o índice de julho de 2008 e o de julho deste ano é pequena.

De acordo com Néri, com a crise, ficou mais difícil se manter nas classes A e B. De cada 100 brasileiros que estavam em alguma dessas classes em julho de 2008, 25 tinham saído em julho de 2009, embora outros tenham ascendido. De julho de 2006 para 2007, os que saíram foram 18 em cada 100.

FOLHA

Desigualdade recua a patamar pré-crise

Estudo da Fundação Getulio Vargas aponta que principais regiões metropolitanas do país dão sinais de recuperação

Pobreza havia aumentado de forma preocupante no começo do ano; pesquisador questiona se indicador ficará parado no nível atual

ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO

As seis principais regiões metropolitanas brasileiras dão sinais de que estão se recuperando da crise, segundo estudo divulgado ontem pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas.
Ao analisar a evolução da renda na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE -a PME- especialmente de julho de 2008 a julho deste ano, Neri detectou que a desigualdade, que tinha dado sinais preocupantes de aumento nos primeiros meses deste ano, no pico da crise, praticamente voltou aos patamares de 12 meses atrás.
De 2003 a 2008, a série histórica mostra que a pobreza e a desigualdade caíram de forma praticamente constante. Esse movimento de melhoria foi interrompido em janeiro deste ano, quando os efeitos da crise começaram a ser percebidos com mais força nas regiões metropolitanas brasileiras.
A piora verificada nos quatro primeiros meses do ano, no entanto, foi compensada pela melhoria na PME em maio, junho e julho. Com isso, os indicadores de desigualdade e pobreza voltaram praticamente aos patamares de 12 meses antes.
“O que houve foi um empate, o que não é ruim em tempos de crise. Mas a questão agora é o que vai acontecer no futuro: voltaremos a melhorar com a pujança de antes ou ficaremos estagnados nessa situação atual?”, indaga o pesquisador.
Em julho de 2003, 47% dos brasileiros estavam nas classes D ou E, definidas no estudo como aquelas em que a renda domiciliar total é inferior a R$ 1.115. Em julho de 2008, essa proporção caiu para 33%. Neste ano, no mesmo mês, o percentual registrado foi de 32%.
No caso da desigualdade, que é medida pelo índice de Gini, de julho de 2003 para julho de 2008 a redução foi de 5,8%. No período de julho de 2008 a julho deste ano, houve ligeiro aumento de 0,3%.
A analise mensal, no entanto, mostra que apenas em janeiro houve um aumento de 2,5% em relação a dezembro do ano passado. Esse pico foi compensado em parte pela redução verificada a partir de abril. Isso fez com que o indicador de todo o período de 12 meses de julho a julho ficasse praticamente estável.

São Paulo
Na comparação das seis regiões metropolitanas da pesquisa (São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio e Porto Alegre), São Paulo teve o pior desempenho entre julho de 2008 e julho de 2009, com aumento na renda per capita de apenas 0,5%. Nas demais, o crescimento variou de 3,7% (caso de Recife) a 6,4% (em Belo Horizonte).
Neri analisou também separadamente as capitais e as demais cidades que compõem as regiões metropolitanas. Na maioria delas, os municípios ao redor das capitais atravessaram melhor o período de crise.
Em São Paulo, por exemplo, a capital chegou a registrar de julho de 2008 a julho de 2009 queda de 3,2% na renda média per capita. Em compensação, as demais cidades da região metropolitana tiveram crescimento de 7,7% na renda média.
A hipótese do economista para explicar esse comportamento é que as capitais, por serem mais industrializadas, sentiram mais os efeitos da crise econômica internacional.
“Foram os mercados financeiros que transmitiram a crise. Talvez as periferias sejam menos conectadas aos mercados externos via exportação.”
 

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