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VOCÊ CONCORDA COM A CRIAÇÃO DE UMA CASA DE RECUPERAÇÃO PARA DROGADOS EM PARCERIA COM OS GOVERNOS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL?

Sabedores do crescente aumento dos usuários de drogas em nossa cidade e também no país; e também sentindo impotentes quanto ao assunto, pois a legislação pouco faz para coibir o problema, estamos propondo as autoridades a criação de um "Centro de Recuperação de Drogrados". Essa casa seria uma parceria pública entre os governos federal, estadual e municipal, com verbas específicas para o tratamento dos usuários de drogas. Porém, será necessário criar uma nova lei, onde a Secretaria de Segurança Pública faça cumprir a pena de reclusão do usuário, detido em flagrante, nessa casa de recuperação até quando o mesmo se tornar apto para convívio na sociedade. Pois, o que vemos hoje em dia é um absurdo. Os usuários não podem ser presos; os traficantes são presos e quando soltos, saem piores do que quanto entraram na prisão; a violência urbana e agora rural aumenta assustadoramente e o que é pior com alto grau de crueldade. É preciso dar um basta já! Ou Divinópolis se tornará uma cidade do tráfico e dos usuários de drogas aos níveis das grandes capitais. Vamos dar o passo pioneiro e tornar obrigatória a prisão do usuário e traficante numa casa financiada pelo governo e que dali, ele só saia quanto estiver completamente curado do vício e também tenha um serviço de acompanhamento pós-recuperação.

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Respostas a este tópico

O problema do tráfico e uso de drogas vem tomando proporções alarmantes, sem dúvida, Paulo.
E o combate a esta tragédia, queiramos ou não, compete à sociedade como um todo.
Não basta criarmos uma clínica, ou casa de custódia, internarmos nossos doentes e esperar que o problema se resolva sozinnho.
O uso de drogas, e o seu combate, envolve questões sentimentais, pessoais, sociais, psicológocas, familiares, educacionais, politícas, policias, jurídicas e etc.
A busca de qualquer soluçao simplista e sectária é ilusória. Devemos lembrar que os usuários que vemos vagando, assaltando, matando e morrendo por causa do cravk, principalmente, são nossos filhos, irmãos, amigos, vizinhos, pessoas que um dia nos foram próximas e hoje estão nesta degradante situação.
O usuário de drogas, apesar de todo prejuízo e transtorno social que provoca, é alguém que pertence a sociedade, e reflitamos honestamente: a sociedade, através de suas instituições , visa ao bem comum, ok?Então, quando alguém se encontra em situação de grave risco social significa que a sociedade falhou em seu propósito, não é mesmo?
Assim sendo criar leis duras que tranquem o usuário isolando-o da sociedade é inútil, e ademais não coaduna com os ideais democráticos que a duras penas conquistamos. A atual opção legal de tratar o usuário como doente necessitado de tratamento, embora pese opniões em contrário, é a melhor alternativa, embora seja ainda falha e sujeita a evoluções.
Quanto ao tráfico apostura é diferente, pois o traficante é sim um criminoso, que exerce habtualmente sua atividade visando o lucro, mas até aí temos diferenças, pois o viciado que apenas vende drogas, 'trocando cebolas' para sustentar seu vício, não é legalmente traficante...
Bem apenas expus minha opinião, levando em consideração a necessidade de SALVAR as pessoas que se encontram na triste condição de viciados, não apenas querendo que se faca uma limpeza em nossas ruas.
Gostei da sua resposta Cleiton. Precisamos de pessoas esclarecidas para combater este "câncer" da sociedade: "O tráfico de drogas". Quando coloquei a necessidade de criar uma casa de recuperação, eu pensei naquelas famílias sem estrutura, carentes mesmo. Pois, é aí que o tráfico finca suas raízes. Já nas famílias que podem cuidar melhores de seus filhos, a história é outra. Mas, quanto ao assunto de considerar bandidos ou não os usuários, o tema é muito polêmico. Vivemos num mundo onde tudo é permitido, onde antes era combatido com rigor. Saimos do militarismo e estamos nos adaptando a democracia. Porém, para se combater o mal, não podemos ser muito permissivos. Ou jogamos duro ou perdemos a batalha. Exemplifico lembrando o que está acontecendo atualmente nas favelas do Rio, onde a polícia quer se instaurar ao poder da sua força. Não sou conivente com essa violência. Mas, quem sabe conseguimos minar os males pelas beiradas... Gostaria muito de debater esse assunto. Quem sabe num simpósio regional???
Pois é Paulo, como dizia o bordão: 'é muito difícil'. Pessoalmente, não sou a favor da descriminalização das drogas, no entanto entendo que o usuário, viciado, no que tange somente ao uso de drogas, não é problema de polícia e justiça, é problema de médicos, psicólogo, psiquiatra, etc. Querer relegar ao direito um questão que envolve problemas personalíssimo é complicado. porém sabemos que muitos usuários, e todos envolvidos com drogas, encontram-se em situação de proximidade criminológica (furtos, roubos, agressões, apenas como exemplo), e devem ser punidos sim por estas eventuais práticas.
Acredito que não envolver judicialmente o usuário não é ser permissivo: é dar a ele a chance de resgatar o que lhe resta de dignidade, sem rotulá-lo, possibilitando-lhe um convívio social sadio.
Valeu Paulo, trocando idéias, quem sabe ajudamos com alguma solução a este enorme problema? Um abraço!

Paulo Roberto de Sousa Moraes disse:
Gostei da sua resposta Cleiton. Precisamos de pessoas esclarecidas para combater este "câncer" da sociedade: "O tráfico de drogas". Quando coloquei a necessidade de criar uma casa de recuperação, eu pensei naquelas famílias sem estrutura, carentes mesmo. Pois, é aí que o tráfico finca suas raízes. Já nas famílias que podem cuidar melhores de seus filhos, a história é outra. Mas, quanto ao assunto de considerar bandidos ou não os usuários, o tema é muito polêmico. Vivemos num mundo onde tudo é permitido, onde antes era combatido com rigor. Saimos do militarismo e estamos nos adaptando a democracia. Porém, para se combater o mal, não podemos ser muito permissivos. Ou jogamos duro ou perdemos a batalha. Exemplifico lembrando o que está acontecendo atualmente nas favelas do Rio, onde a polícia quer se instaurar ao poder da sua força. Não sou conivente com essa violência. Mas, quem sabe conseguimos minar os males pelas beiradas... Gostaria muito de debater esse assunto. Quem sabe num simpósio regional???

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