Obesidade...
Emagrecimento e os Florais de Bach.
“Todo ser humano é único, tem personalidade própria, que não deve ser afogada pelo fluxo da tendência moderna voltada à destruição do caráter, que procura nos tornar apenas unidades ou números ou partes de uma grande máquina.
Cada pessoa tem uma vida para viver, um trabalho a realizar, uma personalidade gloriosa, uma individualidade maravilhosa.
Se ela compreender isso e for capaz de o sustentar e manter contra todas as leis da massificação, ela superará tudo e ajudará os outros com o exemplo do seu caráter.”
Edward Bach
Obesidade é o acúmulo excessivo e patológico de gordura no organismo e, relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética (filhos de um dos pais obeso têm 50% de probabilidades de serem obesos.
Filhos de pai e mãe obesos têm de 80 a 90% de probabilidade de serem obesos) e a nutrição (excesso de alimentação, ingestão de alimentos excessivamente calóricos e gasto de energia inferior ao consumido).
Há vários graus de obesidade, indo de sobre-peso discreto até obesidade mórbida (atualmente, mais apropriadamente chamada de obesidade severa).
Obesidade é uma doença grave e crônica - é uma síndrome (um conjunto de sintomas) que pode levar a outras doenças graves: diabetes, hipertensão arterial, complicações cardiovasculares: infarto e AVC, problemas articulares, problemas renais, colesterol elevado, ácido úrico elevado, triglicérides elevados, fadiga, depressão, apnéia, certos tipos de câncer, etc.
É um distúrbio orgânico, uma disfunção biológica, já que, diante das evidências científicas, fome e compulsão alimentar são reguladas por processos químicos.
E, como qualquer outra doença deve ser tratada com a ajuda de medicamentos, indicados pelo médico endocrinologista, além de reeducação alimentar (mudança dos hábitos alimentares), orientada pelo nutricionista ou endocrinologista e exercícios físicos, acompanhados e indicados pelo instrutor de atividades físicas.
Obesidade não é “pecado” do “gordo” - é uma doença, e como tal deve ser tratada.
Uma pessoa que não esteja conseguindo manter-se dentro de seu programa de emagrecimento não pode ser taxada de “preguiçosa”, “incapaz” ou de “não possuir “força de vontade” - Vários mecanismos bioquímicos, físicos, emocionais, psíquicos, etc, estão envolvidos.
Por que tantas pessoas enfrentam tantas dificuldades?
Porque emagrecer, não é tão fácil assim.
Emagrecer depende de um conjunto sincronizado de fatores: nutricionais, físicos, emocionais, mentais e até espirituais.
O primeiro passo, é o desejo - a vontade real de emagrecer.
Vontade de mudar.
E, para implementar essa mudança, o indivíduo deve reconhecer que precisa de ajuda - muita ajuda: dos profissionais, da família, do companheiro, dos amigos.
Há muitos fatores que podem atrapalhar o emagrecimento, e um deles é a compulsão.
Compulsão é um transtorno alimentar caracterizado pela ingestão exagerada de alimentos e a alternância entre esse excesso e privação, e pode causar oscilações freqüentes de peso - os outros dois transtornos alimentares são: anorexia (rejeição à comida) e bulimia (ingestão excessiva de alimentos e depois indução do vômito).
Dos três distúrbios, compulsão, anorexia e bulimia, a compulsão é a mais freqüente, e pode acometer gordos e magros.
O indivíduo não é “responsável”, “culpado” pelo distúrbio.
As “dietas” excessivamente restritivas podem desencadear o mecanismo compulsivo que é uma forma do organismo “defender-se” dessa agressão.
Essa resposta é ancestral: após um período de privação, que é como o organismo entende uma “dieta”, trata de armazenar gordura para o próximo período de “escassez” (outro “regime”).
Por isso, a pessoa recupera muito rapidamente o peso perdido.
E, o processo recomeça.
Com o tempo, o metabolismo fica mais lento, e o apetite e a compulsão podem aumentar.
Portanto, “dietas” só de frutas, só de folhas, da sopa, extremamente hipocalóricas, de supressão dos carboidratos, da lua, do arroz integral, etc, não funcionam a médio e longo prazo.
Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) concluiu que quem faz “dieta” tem poucas chances de reduzir seu peso a longo prazo.
Os cientistas descobriram que entre 30% e 60% de pessoas que fizeram “regime” ganharam mais quilos em um espaço de quatro ou cinco anos do que tinham perdido nos primeiros meses.
"Você pode perder de 5% a 10% de seu peso em seis meses, com vários tipos de “dieta”.
Mas depois os quilos voltam", disse Tracy Mann, professora de psicologia da UCLA e uma das autoras da pesquisa, publicada na revista da Associação Americana de Psicologia.
"As dietas não são eficientes no tratamento da obesidade, e seus benefícios são muito pequenos se comparados com os prejuízos", afirmou.
O indivíduo deve procurar um especialista (médico endocrinologista, nutrólogo, nutricionista), que vai orienta-lo em um processo de reeducação alimentar, que é a incorporação de alimentos saudáveis e/ou funcionais e diminuição da ingestão do que não é - pode ser um processo um pouco mais demorado, também tem os seus percalços, mas é o mais seguro em todos os aspectos: nutricionais, bioquímicos, etc.
Equilíbrio e bom senso são os melhores caminhos.
Terapia é indicada: psicoterapia, terapia floral, neurolingüística, psicanálise, etc - o acompanhamento emocional com o qual a pessoa tiver mais afinidade, para identificar os sentimentos que possam estar por trás de cada episódio compulsivo (ansiedade, depressão, tristeza, angústia, raiva, estresse, desesperança, mágoa, etc).
Outro aspecto importante é a escolha do exercício físico.
No início do processo de reeducação alimentar, é necessário escolher uma atividade que a pessoa goste.
Qualquer uma! (com a orientação do médico).
Se ela não gostar, a probabilidade de abandonar é grande.
Especialistas ensinam que, fazer exercícios pelo menos três vezes por semana, por um período de meia hora cada vez, pode ser o suficiente.
Alimentação saudável e exercícios físicos aumentam a qualidade e expectativa de vida - devem ser incorporados ao dia a dia!
Para Cristina Cairo, terapeuta, em seu livro “Linguagem do Corpo”, “a gordura é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente, para se proteger e se esconder dos problemas externos”. Para ela, o obeso permite-se magoar com facilidade, “engolindo” mágoas, por ter expectativas, a maioria das vezes irreais, em relação às outras pessoas - o que gera frustração.
O obeso deve aprender a aceitar as pessoas como elas são: sem esperar acontecer o que ele deseja ou querer que as pessoas sejam como ele próprio - é necessário mudar a percepção de si e das outras pessoas, para não acabar caindo na armadilha de sentir-se uma “vítima”.
Segundo Valcapelli & Gasparetto, terapeutas, em “Metafísica da Saúde”, “as pessoas obesas têm dificuldade para expressar aquilo que sentem.
Mostram-se afetuosas com os outros, mas em seu íntimo repousa uma grande carência, que se intensifica por não saberem lidar direito com os próprios sentimentos.
O temor de serem abandonadas faz com que desenvolvam apego excessivo, manifestado em forma de cobrança”.
Os autores fazem um curioso estudo em relação às preferências alimentares - afirmando que, metafisicamente, a digestão está relacionada ao processo para “digerir” o que vem de fora, ou seja, a forma como a pessoa lida com as situações concretas do mundo físico:
Preferência por doces:
O doce simboliza o amor.
O apetite exagerado por doces revela que a pessoa está faminta de amor e não está sentindo-se adequadamente saciada.
É carência afetiva.
Geralmente, revela a falta de amor por si.
Preferência acentuada por sal:
Revela muitos conflitos internos.
O sal é o oposto do doce, revelando o comportamento de pessoas que têm a necessidade de isolarem-se.
Costumam ser solitárias, e têm dificuldade nos relacionamentos afetivos.
Dificuldade em dar e receber amor.
Pessoas muito racionais, que distanciam-se dos sentimentos.
Preferência por conservas e defumados:
Revela personalidade conservadora e moralista.
Preferência por comidas muito temperadas:
Essas pessoas são arrojadas, gostam de desafios e estão sempre em busca de novos estímulos.
Preferência por comidas sem tempero:
Pessoas que demonstram o desejo de se pouparem de todas as novas impressões.
Medo de lidar com os desafios da vida, temendo qualquer confronto.
Preferência por alimentos duros:
Revela agressividade.
Essas pessoas consideram a vida “difícil e dura”.
E como os Florais de Bach podem ajudar no emagrecimento?
Os Florais de Bach atuam como um tratamento holístico: a concepção holística percebe o universo como um todo harmonioso e indivisível.
A saúde holística preocupa-se com o bem-estar do ser total, não limitada aos sintomas da enfermidade.
Ela está baseada na premissa que corpo, mente e espírito formam uma unidade indivisível e que a desarmonia em um desses níveis causa a doença.
Para Edward Bach (1886 – 1936), a doença é um conflito entre a personalidade e a Alma.
Bach formou-se em medicina - tendo especializações em cirurgia, bacteriologia, patologia e, posteriormente em homeopatia – e não se conformava com os tratamentos que ele considerava paliativos e, acreditava haver um meio de “curar” realmente.
Começou a pesquisar um novo sistema de tratamento, através de “remédios” obtidos de plantas e flores – “eles curam, não pelo ataque à doença, mas por inundar nossos corpos com as belas vibrações de nossa Natureza Superior, na presença da qual a doença derrete como a neve sob a luz do sol...
E, finalmente, eles alteram a atitude do paciente tanto em relação à doença quanto em relação à saúde...
A saúde existe quando há perfeita harmonia entre Alma, mente e corpo e essa harmonia, e unicamente ela, precisa ser alcançada antes que a cura possa se realizar.”
“... Consideremos agora porque a medicina deve tão inevitavelmente mudar.
A ciência dos últimos duzentos anos tem encarado a doença como um fator material, que pode ser eliminado por meios materiais, o que, naturalmente, está completamente errado.
A doença do corpo, como a conhecemos, é um resultado, um produto final, um estágio final de algo muito mais profundo.
A doença origina-se acima do plano físico, mais próximo do mental.
É totalmente o resultado de um conflito entre nosso Eu Espiritual e nosso Eu Mortal.
Enquanto estes dois “eus” estiverem em harmonia, temos saúde perfeita.
Mas, quando há discórdia, ocorre o que conhecemos como doença.”
Os Florais de Bach, atuam através do tratamento do indivíduo e não da doença, harmonizando sua condição emocional, para que, através da transformação das atitudes em estados mais positivos, possa ser estimulado seu potencial de auto-cura.
Desta forma, como conseqüência de uma mudança interna, a saúde pode ser restaurada, já que o equilíbrio interior passa a auxiliar no combate à doença.
Em 1930, Bach deixou Londres e foi morar no campo.
Experimentou em si mesmo os estados mentais negativos que descreveu, até sofrer a doença física e, buscar a flor que o curasse.
Assim ele encontrou as 38 flores e, delas, as essências florais.
Todas as essências usadas em seu método de tratamento são obtidas a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres.
Bach postulou:
“Na escolha dos remédios, precisamos considerar seu estado evolutivo em relação ao homem – os metais são subumanos.
O uso de animais implicaria no emprego de crueldade e não deve haver nenhum traço dela na divina arte da cura.
Assim, resta-nos o reino vegetal.”
As essências florais são definidas como “soluções líquidas infundidas de padrões, feitas com as flores de determinadas plantas que contêm uma marca específica que responde – equilibrando, reparando e reconstruindo – os desequilíbrios dos seres humanos nos níveis físico, emocional, mental e espiritual ou universal.”
Não há moléculas das substâncias nos remédios florais e sim, energia das plantas.
Os florais não são prescritos segundo o mal estar físico, mas de acordo com o estado mental e emocional do paciente.
As essências tratam os doentes e não as doenças.
Ele substituiu o “similia similibus curentur” de Hahnemann por - “a virtude oposta cura a falha.”
O método de Bach não consiste em repelir a influência adversa mas, em transforma-la na virtude oposta e, através dessa virtude expulsar a imperfeição.
A doença é um estado do ser humano que indica que há um desequilíbrio, que não há harmonia.
Os sintomas são um sinal e um transmissor de informação, pois o seu aparecimento interrompe o fluxo da vida e, obriga o indivíduo a prestar-lhes atenção.
A “cura” acontece pela transmutação da doença e não pela “vitória” sobre um sintoma.
Os estados mentais e emocionais que causam as várias doenças, podem ser tratados pelas essências florais.
Não há uma “fórmula mágica floral para emagrecer”.
Os Florais de Bach ajudam a tratar a ansiedade, estresse, tristeza, compulsão, etc, da personalidade em processo de emagrecimento.
As essências atuam como colaboradoras do tratamento: reestrutura alimentar, exercícios físicos e possíveis medicamentos receitados pelo médico endocrinologista.
Algumas essências que podem auxiliar:
- Agrimony:
Tortura interior oculta por um rosto alegre.
Nega os próprios sentimentos.
Limpa os venenos das emoções negadas ou mal resolvidas.
Grande ajuda para drogados, viciados: tabagistas, alcoólicos, comedores compulsivos, outras drogas, etc.
- Centaury:
Para tratar a vontade fraca - personalidade fraca.
Personalidade carente que pode usar drogas ou comer em excesso.
- Cherry plum:
Para tratar o descontrole mental, físico e emocional.
Para tratar vícios - álcool, tabaco, comida, etc.
Crises de choro, irritação.
- Chestnut bud:
Para tratar a repetição de erros passados.
Para a pessoa que já se submeteu a vários “regimes”, sem sucesso.
Dificuldade de aprender com os erros do passado.
Para tratar obesidade por excesso de alimentação.
- Chicory:
Carência.
Quer controlar para ter o poder, o que acaba ocasionando um vazio interior.
Essa essência provoca a morte de sentimentos que não são mais úteis.
- Crab Apple:
Auto-punição por sua imagem, aparência.
Aversão a si mesmo.
Trata a baixa auto-estima.
- Heather:
Pode ter tendência a engordar por insatisfação.
A pessoa fala demais, fuma ou come demais.
- Impatiens:
Impaciência, irritabilidade.
Para aprender a ter paciência com o próprio corpo - paciência para compreender o processo de emagrecimento.
- Larch:
Para tratar a falta de confiança em sua capacidade.
Utilizado após experiências fracassadas, para recomeçar com coragem e auto-estima. Insegurança.
- Pine:
Auto-reprovação pelos seus atos, culpa.
Sente raiva de si mesmo, e esta fica contida.
- Scleranthus:
Para tratar a alternância de sintomas - excesso compulsivo e privação.
O humor oscila.
- Walnut:
Para aceitar as mudanças.
Quando há dificuldade de adaptação ao novo.
Dá constância.
Auxilia em todos os processos de mudança.
- Wild oat:
Para incerteza sobre qual direção seguir.
Para tratar a incerteza, o desalento, insatisfação, dúvidas.
Para tratar a tendência a comer demais.
Dá propósito, comprometimento.
Martha Follain