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13 junho 2012 o dia inteiro – aterro do flamengo - rio de janeiro- livre
13 junho 2012 o dia inteiro – ATERRO DO FLAMENGO- RIO DE JANEIRO -LIVRE
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A capacidade das células-tronco de se
multiplicarem, reparando e formando diversos tecidos do corpo, como os da
própria pele, do cérebro, dos ossos, do coração e dos músculos, torna
essa pesquisa um importante avanço da medicina no tratamento de
doenças até hoje incuráveis, como câncer (a leucemia inclusive), lesões na
coluna, danos cerebrais (traumas e doenças como os males de Alzheimer e de
Parkinson), tratamentos para doenças neurodegenerativas, danos no coração
entre outras. Alguns métodos de coleta das células-tronco não geram polemicas
ético-religiosas, como a coleta pelo cordão umbilical ou da medula óssea do
próprio paciente. A polêmica surge quando se trata da retirada de
células-tronco de embriões, visto que isso implica a destruição deles. Muitos
argumentam que o extermínio desses embriões é tão criminoso quanto o aborto,
uma vez que acaba com uma forma de vida. Aliás, embriões e fetos provenientes
de abortos seriam fontes para a coleta desse material.
As células-tronco podem ser encontradas
mais comumente em duas regiões do corpo: na medula óssea e no sangue do cordão
umbilical, que permanece na placenta após o nascimento do bebê. E elas podem
ser uma alternativa, por exemplo, para os casos de leucemia, em que o
transplante de medula óssea nem sempre pode ser realizado, embora seja um
procedimento de sucesso. Já com o sangue do cordão umbilical congelado, as
células-tronco ficam disponíveis para serem usadas em casos como esse durante,
pelo menos, 15 anos após a coleta, embora alguns estudos considerem a
possibilidade de estocagem por até 50 anos. Além dessa vantagem, nesse tipo de
transplante não há risco de rejeição, uma vez que as células provêm do próprio
paciente.
Além disso, não há risco de rejeição
quando essas células forem implantadas no paciente, uma vez que elas foram
retiradas dele mesmo.Muitas pessoas pensam que a clonagem serve apenas para a
criação de cópias de seres humanos. Entretanto, vários cientistas a vêem como
uma possibilidade de cura para diversas doenças que atualmente não podem ser
tratadas. Trata-se da tão falada clonagem terapêutica. Esse processo consiste
em obter um embrião da pessoa doente por meio da clonagem e retirar as
células-tronco dele. Essas células têm potencial para se transformar em
qualquer tipo de célula adulta do nosso corpo, como, por exemplo, células
cardíacas ou nervosas. Assim, elas poderiam ser estimuladas a se transformar no
mesmo tipo de célula que estão lesadas no organismo do doente. Por exemplo: uma
pessoa com leucemia que necessitasse de um transplante de medula seria clonada,
dando origem a um embrião, do qual seriam retiradas células-tronco. Dessa
forma, a pessoa seria doadora para si mesma, sem correr o risco de que seu
organismo viesse a rejeitar o transplante, pois as células utilizadas seriam
retiradas de seu clone, que apresentaria a mesma constituição genética que ela.
Mas ainda existe uma séria e relevante discussão envolvendo a técnica: embriões
teriam de ser sacrificados em prol da vida do doente. Muitas pessoas no mundo
inteiro se manifestam contra esse procedimento, alegando que, se o embrião não
tivesse seu desenvolvimento interrompido, uma pessoa nasceria. Isso é comparar
essa forma de clonagem a um aborto. Por outro lado, muitas pessoas portadoras
de doenças genéticas ou lesões medulares que impedem a locomoção defendem essa
técnica porque enxergam nela a única possibilidade de cura definitiva atualmente
conhecida.
Conclusão: Existindo a
possibilidade do uso de células-tronco originárias da medula óssea ou de
cordões umbilicais seria o mais indicado no auxilio ao tratamento das diversas
enfermidades supra citadas. Mas por outro lado, não existindo a possibilidade
desses dois meios e restando somente a alternativa de clonagem de um embrião,
penso que não seria o mesmo que um aborto.
© 2012 Criado por Diário do Poste.
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