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Blogueiro mineiro residente em Londres, explica a verdadeira história da quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra

http://www.divinews.com/images/stories/2010/09/10/daniel.jpgfont-family:"Arial","sans-serif";mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; color:#333333;mso-fareast-language:PT-BR">Primeiramente, é preciso saber quem é
Daniel Florêncio, o blogueiro que mora em Londres. Podemos dizer inicialmente
que é um desafeto do governador Aécio Neves por ter produzido um vídeo que fala
da censura em Minas Gerais “Gagged in Brazil”, em português, “Censurado no
Brasil”
Daniel é formado em Rádio e Televisão pela Universidade Federal de Minas
Gerais, foi para Londres fazer mestrado em “Art and Media Practice” e
acabou ficando por lá. Como produtor independente foi contratado pela
Current TV para produzir um filme, a principio sobre o governador Aécio Neves,
segundo Daniel, resolveram partir para outra linha mais ampla, e falar sobre a
relevância da TV Globo e o fato de Aécio ser cotado para ser o presidente do
Brasil em 2010.Então, ele começou a pesquisar, colher material, entrevistar. E
acabou dando no que deu. O resultado final do trabalho irritou profundamente as
autoridades mineiras.O vídeo gerou fortes reações do governo de Aécio Neves e vídeos-resposta no YouTube, assinados pela
Juventude PSDB-MG. O assunto rendeu ainda réplica do autor,
tréplica da superintendência de imprensa de
Minas Gerais
e deve seguir quente.
Dadas as devidas explicações e apresentação do blogueiro, vamos ao que
realmente interessa, leia o conteúdo da matéria do blog de Daniel


mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR"">Aécio Vs. Serra mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR"">Thursday,
September 2, 2010José Serra foi ao Jornal da Globo de anteontem e acusou
Dilma Roussef, candidata a Presidência da República, a quem as pesquisas dão
mais de 55% dos votos válidos no 1o turno, de criminosa e de violar o sigilo
fiscal de sua filha, Verônica.A violação do sigilo de Verônica ocorreu em
2009. 1 ano atrás, quando Dilma nem Serra eram ainda candidatos a nada. Em
2009 mesmo, tomou-se conhecimento da violação através de
informações em blogs. Somente agora, há 30 dias das eleições, Serra
resolve indignar-se.
Está corretissimo em indignar-se, pois é sim um fato
grave. Mas com um ano de atraso, e as vésperas das eleições denota
oportunismo eleitoral.Serra acusa o PT e Dilma de violarem o sigilo fiscal de
sua filha. Globo, Folha, Estadão vão atrás investigar o caso, como se fosse
algo novo. Recente. E já partem da premissa que foi autoria do PT.Uma
historinha
Erro! O nome de arquivo não foi especificado.Em 2008 quando meu
documentário “Gagged in Brazil” foi ao ar na
Current TV
, alguns amigos de Belo Horizonte, metidos no meio
político e em campanhas eleitorais me perguntavam preocupados via MSN, “Daniel,
você recebeudinheiro do Serra?”
.Esse absurdo que me
incomodou bastante, e que pra mim não fazia o menor sentido começa a se
esclarecer agora…A época, quando ainda se debatia dentro do PSDB quem seria o
candidato a presidência em 2010, uma batalha interna se iniciou entre Aécio
Neves e José Serra.Supostamente, Serra preparava um dossiê contra Aécio. Em
resposta, Aécio começou a preparar um dossiê contra Serra, através do Jornal
Estado de Minas, seu grande aliado nas Gerais.Um dos repórteres escalados
para a missão foi Amaury Ribeiro. Respeitado repórter investigativo que
correu atrás de todas as informações possíveis sobre Serra, para a guerra de
contra-informação que se esperava entre os dois tucanos.Em um texto da Carta Capital,
Amaury Ribeiro descreve o ocorrido:À época, explica, havia uma
movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente
ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano
Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação
como candidato à Presidência pelos tucanos.
“O interesse suposto
seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou
escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo,
pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações,
propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.””
A briga
interna no PSDB foi solucionada sem a necessidade de armas, mas Amaury
Ribeiro tinha então uma coletânea enorme de informações comprometedoras sobre
Serra. Como o Estado de Minas não faz jornalismo, mas sim política, nenhuma
matéria comprometedora sobre Serra foi publicada. Amaury pegou o material e
editou em um livro chamado “Os porões da privataria” que
prometeu publicar após as eleições.Tudo isso aconteceu a partir de 2008. Em
2009 quando o embate Aécio Vs. Serra era mais intenso, foi que
aconteceu a quebra do sigilo da filha de Serra, Verônica.Uma matéria da Folha sobre o “dossiê” diz
sobre Amaury:“Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e
“Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades
relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.O resultado das apurações
do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias
investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele
pediu demissão no final de 2009″, diz o diretor de Redação do “Estado de
Minas”, Josemar Gimenez.”
Na redação do Estado de Minas, não era dito
abertamente que Amaury investigava José Serra. Repórter especial, sua rotina
não envolvia bater ponto na redação, tinha o horário mais flexível, entrava e
saía quando quizesse e viajava sempre que necessário.Amaury pediu demissão
do Estado de Minas em novembro de 2009.2 meses antes, em setembro, o sigilo
de Verônica Serra havia sido violado.
Na introdução de seu livro “Os
porões da privataria”,
já divulgado em vários websites, Amaury
discorre extensamente sobre movimentações financeiras e o envolvimento de
Verônica Serra em empresas no Brasil e no exterior
. ( Veja texto ao fim
do post )Por outro lado, não haveria, em setembro de 2009, interesse algum do
PT, ou de Dilma Roussef ( que nem candidata a candidata era ) de investigar a
informação que fosse sobre José Serra, mesmo porque a guerra interna
do PSDB ainda haveria de decidir se o candidato a presidência seria ele ou
Aécio Neves.Oportunismo
Serra, o PSDB e a mídia, oportunisticamente,
revivem a história da quebra do sigilo de Verônica e acusam incessantemente o
PT e Dilma Roussef. Sem o menor pudor, afirmam que “o PT é responsável
pelo crime”, como se fatos e datas fossem irrelevantes ou não existissem.José
Serra em todas as entrevistas dadas nos últimos dias utiliza sempre os
termos “Dilma”, “Violação” e “Criminosa”, em um esforço visível de fazer
colar a ligação entre as 3 palavras.A realidade mais plausível que Serra e
o PSDB conhecem é que essa violação partiu de dentro do jornal Estado de
Minas para abastecer uma batalha de contra-informação do próprio PSDB.
Mas,
com a candidata petista com grandes chances de vencer no 1o turno com uma
maioria esmagadora, vale inescrupulosamente tentar atribuir ao PT, os mal
feitos do próprio PSDB.UPDATE: Dificilmente essa versão, baseada
em fatos concretos, de que o sigilo foi quebrado em uma batalha interna do
próprio PSDB vai ganhar corpo e merecer uma investigação profunda da grande
mídia. O grandes veículos insistem e vão continuar insistindo na versão
fantasiosa aonde o PT é responsável pelo crime.Merval Pereira em O Globo e os
colunistas da Grande Mídia já repercutem a quebra do Sigilo de Verônica Serra
levando em consideração apenas a versão do PSDB. Merval diz inclusive em seu texto
no O Globo de hoje
que Amaury Ribeiro trabalhava na campanha
de Dilma quando investigava José Serra. O que simplesmente não condiz com a
realidade. É mentiroso. A investigação a Serra e a quebra de sigilo de
Verônica ocorreu antes de Amaury trabalhar na campanha. Amaury não faz mais
parte da campanha e está hoje na TV Record.UPDATE 2: Enquanto
FOLHA DE S. PAULO, ESTADAO e O GLOBO gritam nas suas capas “ESCANDALO”,
vejam a capa do Estado de Minas de hoje. Não existe violação de dados
de filha de ninguém em Minas Gerais

mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR"">Erro! O nome de arquivo não foi especificado. none;text-underline:none"">

UPDATE 3: Jornal Nacional anuncia hoje que violador do
sigilo de filha de Serra era filiado ao PT. Tudo bem. É um dado a mais. Mas
ele é apenas o despachante da história. O que importa é o mandante. E não o
despachante.UPDATE 4: Quando essa história começar a se aproximar
do PSDB, como demonstrado aqui encima, O Globo, TV Globo, Estadão e Folha de
S. Paulo deixarão de investigar a história. A investigação deles só é válida
até o ponto em que envolva o PT. Além disso, não os interessa.A introdução
do livro de Amaury RibeiroOs porões da privataria
Quem recebeu e quem
pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para
jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões
escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem
milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que
trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista
na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da
privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de
venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr.
promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato
ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão
o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso,
Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha
Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin
Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.Ribeiro Jr. vai
detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A
começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do
ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O
“Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2
milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de
Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos
1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em
paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica
Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das
suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …Atrás da máxima “Siga o
dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores
movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais
do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por
Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso.
Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias
ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a
de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem
suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os
recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do
terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de
campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma
atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração
do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista –
nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual,
Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448
milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de
Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso
articulador das privatizações sob FHC. Ricardo Sergio é aquele do
“estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m… “, o momento
Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR"">Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da
Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de
Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o
banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de
três estatais do setor elétrico (2).O que é mais inexplicável, segundo o
autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2
milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan
Chase, em Nova York. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos
registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante
ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises.
Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de
Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e
da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a
Ricardo Sérgio.A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter
investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos
realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes
detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à
Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$
375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da
Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes
somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral –
2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a
presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.O maior
depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de
setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404
mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao
doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações
subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no
ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores
do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$
20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações
do Ministério da Saúde.O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre
eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a
Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar
contra a lei.Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do
país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade
com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens
financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra.
Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo
em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a
empresa Decidir.com.br, em sociedade com
Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou
várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.Financiada
pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões.
Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório
do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens
Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o
Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br,
que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da
empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro
Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver
interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é
preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras
detectada na investigação.Não é outro o estratagema seguido pelo marido de
Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa
Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que
interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que
depois muda de nome para Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco
Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo
paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja,
levam dinheiro de um lado para o outro.De modo geral, as offshores cumprem o
papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de
capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas,
geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores
compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de
Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única
internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando
ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital
acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira
pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte
do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para
adquirir imóveis no país.Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro
Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os
consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários
do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no
famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o
alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da
América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que
depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe
pertenceria… Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz
respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina
durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe
evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil
por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à
Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio(1)A dívida de Preciado com o
Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio
devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação
cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.
(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande
do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

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